• Telma Miranda

Brota no bailão, pro desespero do seu ex?

Outro dia vi que fizeram um “cardápio” de ex. Como um “menu” para escolher:

Ex-ioiô – vai e volta

Ex-família – “adotado” pela família

Ex-pileque – aquele pra quem se liga na madrugada

Ex-mala – não desgruda, manda indiretas

E por aí vai...



Numa sociedade baseada no consumo, há uma objetificação das pessoas. Escolhe-se como se escolhe um sapato. Nos aplicativos de relacionamentos – e atenção pois esses dispositivos não garantem sigilo nem segurança com seus dados – há vários “tipos”. Os meninos escolhem pela cor dos cabelos, pela altura e largura. Sim. Pra ficar bem na selfie. As meninas, mais “antenadas”, olham o corte de cabelo, a tatuagem, os músculos e cor dos olhos. Também para combinar na foto. Horas a fio “escolhendo”. O quê mesmo?

E por aí vai...


Aí você caminha pela vida, escolhe alguém, namora e ele se torna ex. Mas não “envelhece”, ou seja, não é descartado como um sapato velho. Fica ali. No armário. Machuca, não gosta mais, mas mantém. Quem sabe? Ora. Sabemos que se não descartamos, fica ocupando um lugar.


Na vida temos muitos encontros. Cada um deles nos fortalece ou nos entristece. E sempre haverá novos encontros. Eles é que nos dão a medida da nossa existência. Todos os encontros são valiosos. Aprendemos sobre nós mesmos e aprendemos, sobretudo, a estabelecer novos critérios. Um sapato bonito nem sempre é o mais confortável.


Portanto deixe o passado passar. Cuide de você por você. Faça por você. Abra espaço psíquico para outros encontros. Permita-se ser livre e viver novas experiências. E que possa “brotar” em nós o cuidado com nosso próprio ser.


E lembre-se: você não sofre por amor. O amor é sempre recíproco. O que faz sofrer é outra coisa.

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