• Telma Miranda

Meu filho vai pra creche. E agora?


Primeiro dia na creche. A ansiedade se faz presente e muitas perguntas vêm à mente: será que meu filho vai ficar bem? Será que ele vai chorar? Será que a professora vai entendê-lo? Será que ele vai sentir minha falta? Essa primeira separação de “mundos” nos traz a angústia da separação. Tanto os pais quanto os filhos sentem, mas são processos diferentes. Enquanto os pais têm que lidar com a ausência, a criança tem que lidar com muitas outras presenças. É um processo para ambos os lados e não é possível saber como vai acontecer: simplesmente acontece. É o processo de adaptação à creche, sem tempo definido.


Para que essa fase ocorra de forma mais tranquila, é necessário que as pessoas envolvidas se posicionem de forma atenta, segura, firme, corajosa e sobretudo acolhedora. A forma como esse processo é vivenciado pelas pessoas envolvidas influencia – e é influenciada – pelas reações da criança.


Os pais funcionam como mediadores da criança com o mundo. A apresentação desse mundo, realizada de forma segura e clara, faz com que a criança confie nos pais. Daí a importância de também confiar nas pessoas que vão cuidar dela no tempo da ausência.


Portanto, converse calmamente com a criança apresentando a ela esse novo momento. Dê segurança para que ela saiba que retornará à casa (algumas vezes é aconselhável que os pais deixem objetos seus com a criança). Apresente a “cuidadora” como alguém em quem a criança pode confiar. Esse processo de transição deve ser visto como uma “brincadeira” em que a criança se sinta cercada de conforto e calor humano.


O relacionamento dos pais com a instituição e, principalmente com o profissional que vai cuidar da criança, influencia de forma benéfica este primeiro momento. Afeto e confiança devem permear todas as relações. Vai dar tudo certo. Confie.

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