• Telma Miranda

Tempo



O tempo passa e parece escorrer por nossas mãos, mas somos nós que passamos através dele. Para sentir um mínimo de controle sobre ele estabelecemos ritmo, limite e sentido: os ponteiros do relógio. Uma das formas de “domínio” do tempo é estabelecer rituais. É o que acontece na chegada do Ano Novo. Nos preparamos como se um novo tempo nos esperasse e aí sim seríamos livres para realizar o que realmente queremos. Nos preparamos na esperança de que nossos desejos se realizem. Daí os planos e projetos. E a angústia.


Ao mesmo tempo em que nos permitimos entrar em contato com nossos desejos, também criamos super ideais de realização que são escravizantes. Os desejos vão de um simples hobby a um grandioso plano de sucesso. O tempo passa — passamos por ele — e chegamos, novamente, ao final do ano. É preciso, portanto, ajustar as “contas” consigo mesmo e recomeçar. Não só com a esperança do “novo”, mas com consciência e disposição de trabalho interno. Insistir em planejar grandes projetos é reforçar o mesmo pensamento que nos trouxe tanta angústia no tempo que passou.


Afinal, recomeçar é sempre o mesmo recomeço esperando resultados diferentes? Ou não há recomeço? Como fazer conexão comigo mesmo para construir uma vida possível e mais alegre?


Clínica Contemporânea está no tempo com você. Só marcar no relógio.

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